Nos municípios mineradores, a atividade mineral de pequena escala não é abstração. Ela movimenta economias locais, sustenta famílias, organiza fluxos sociais e influencia diretamente a vida de milhares de pessoas. Quando essa realidade é ignorada, o resultado não é solução. O resultado é mais fragilidade, mais desordem e mais ilegalidade.
Defendemos que a mineração de pequena escala precisa sair do campo da marginalização institucional e entrar no campo da organização econômica, da governança e da legalidade. Defendemos que o pequeno minerador precisa ser reconhecido como agente produtivo real, com direito a políticas públicas viáveis, regulação inteligível, caminhos de formalização e tratamento institucional compatível com a complexidade do território amazônico.
A FECOGAP acredita que não haverá transformação séria da atividade mineral sem cooperativas fortes, sem organização coletiva e sem construção de confiança institucional.
Também acreditamos que não haverá desenvolvimento territorial sólido tratando a realidade mineral apenas pela ótica da repressão, da proibição genérica ou do preconceito histórico.
É preciso construir um novo arranjo. Um arranjo que una legalidade, rastreabilidade, segurança jurídica, responsabilidade socioambiental e geração de valor no território.
Esse é o compromisso da FECOGAP: transformar a mineração de pequena escala em atividade cada vez mais organizada, rastreável, responsável e integrada ao desenvolvimento regional.
Esse compromisso se articula com o Pará Cooperativo Mineral 2050 — iniciativa interinstitucional lançada na FENCOOP 2026 para construir, de forma coordenada e colaborativa, uma nova agenda de longo prazo para a mineração artesanal no Estado do Pará.